Laguna do Vulcão Quilotoa

Conhece algum ônibus circular que te leva para a cratera de um vulcão de 3km de diâmetro com um baita lago dentro?

Nós voltávamos de Baños, no leste do Equador, e pegamos um transporte até a cidade de Latacunga, para de lá tomarmos um ônibus circular bem simples que viaja por uma estrada maravilhosa e perigosamente estreita, circundando grandes montanhas até chegar à comunidade de Zumbahua. De lá percorremos mais alguns km e descemos na comunidade próxima do vulcão extinto junto com crianças que voltavam da escola.

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Everest

Everest

O filme é uma tentativa de contar a história do desastre de 1996 no Everest, quando, por falta de certos cuidados (estimulada pela ganância de conduzir vários grupos ao topo no mesmo dia), várias pessoas morreram na travessia rumo ao pico mais alto do mundo.

Hostel na Isla del Sol

Muita gente nos pergunta como são os lugares onde ficamos… Pra começar, existem vários perfis de mochileiros, turistas e viajantes. No nosso caso não temos vergonha alguma de dizer que evitamos ao máximo gastar dinheiro com estadia e comidas caras. Um bom hostel para nós deve ter: cama, banheiro (privado ou não) e um chuveiro (com água quente é bom, mas às vezes impossível de conseguir, dependendo do lugar). Mas é óbvio que quando temos a oportunidade ter algum outro tipo de conforto também é bem-vindo, só não queremos gastar muito nisso.

“Canción y Huayño” no charango Boliviano

Uma história muito engraçada aconteceu envolvendo o charango (instrumento de boliviano) quando saíamos de El Alto (Bolívia) para Iquique (Chile): na rotineira averiguação de malas no aeroporto me defrontei com um militar boliviano. A Carina passou facilmente, mas eu fiquei retido para que ele visse minhas coisas e quando viu o charango começou a falar que eu podia ir adiante, mas que o charango ficaria. Fiquei com uma cara de “ué, o que houve?”… e ele tirou da capa, começou a rir com o outro militar e disse que estava desafinado. De ouvido afinou e deu uma curta tocada. Eu fiquei rindo e sem acreditar que ele confiscaria meu instrumento recém-conquistado. Perguntou se eu falava espanhol e coisas do tipo e a conversa caminhou um pouco até que ele resolveu deixar o charango viajar pro Brasil comigo hahaha… Até hoje me pergunto se ele tinha um nível avançadíssimo de ironia e sarcasmo ou se era apenas um brincalhão de farda… O que vocês acham? E tem mais…

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Imensidões da fronteira Bolívia – Chile

O Som do Silêncio na Imensidão

Parece poesia… mas não é. Enquanto saíamos de Ica, no Peru, a bordo de um carrinho bem antigo, daqueles sem suspensão, o rádio tocava “Sound of Silence” dos músicos Simon & Garfunkel (você provavelmente já ouviu e talvez não reconheça o nome). Naquele momento a sensação era de alegria, mas ouvindo novamente e depois enquanto tocava ela no violão, tive a sensação de ser uma boa trilha sonora para relembrar momentos em que nos deparamos com a imensidão.

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Tocando o vazio

Tocando o vazio

São comuns os filmes de aventura com histórias aflitivas, muitas vezes baseadas em casos reais. Nesse quesito, pensava que “127 horas” ganhava como obra que mais intensamente explora as agruras da solidão em um combate do homem com o meio.

“Tocando o vazio”, contudo, é um longa que me pareceu ainda mais cruel. O estado a que os personagens chegam, seus atos de moral duvidosos, e o quanto a natureza intervém de forma destrutiva são fatores que nos prendem a atenção, mas também que tornam o processo de assistir à história muito mais dolorido.

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“Eu amo viajar” – 50 histórias de quem ama explorar o Brasil e o mundo

“Eu amo viajar” – 50 histórias de quem ama explorar o Brasil e o mundo
A coletânea de relatos de viagem é muito variada, organizada, lindamente diagramada… para os amantes de histórias de aventuras, é um prato cheio. O cuidado com cada página, as brincadeiras gráficas, as estampas divertidas… em suma, o  livro como um todo é convidativo.
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O sal da terra

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O sal da terra

 

Um documentário sempre nos dá um tom de verdade mais potente, revelando-nos situações difíceis, por vezes ocultas, ainda que, na maior parte do tempo, trate-se apenas de problemas aos quais nunca tínhamos nos dedicado com a devida atenção. Neste filme, vemos pelo olhar do grande fotógrafo Sebastião Salgado os extremos da miséria humana –  potencializada pela linguagem documental e pelas câmeras de Salgado.

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Avenida das Américas (Carlos André Ferreira)

Avenida das Américas (Carlos André Ferreira)

O que sabemos sobre a América Central, nossa vizinha de raízes indígenas e de língua hermana? Para tentar conhecer melhor esses países acima da linha do Equador, o autor do livro equipa a sua bike e coloca o pé na estrada.

Conforme vai compondo a sua rota, Carlos André Ferreira traça reflexões sobre a situação social dos lugares por onde passa, inclusive tecendo paralelos com o Brasil. E, como bom viajante, mergulha nas culturas locais, conversa com os nativos, tenta viver ao máximo a sua experiência, acompanhado sempre por sua magrela.

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Pé na África (Fábio Zanini)

Pé na África (Fábio Zanini)

O livro de Fábio Zanini é uma aula de história da África – aliás, uma história de alguns países da África, uma vez que esse continente tem 56 nações, cada uma com o seu passado, suas etnias, línguas e características próprias. Para nós, que tratamos a África como um bloco único, esta é uma obra tão indispensável quanto prazerosa. Em uma época como a nossa, de tanto desconhecimento histórico e racismo estúpido, saber um pouco mais sobre esse continente é necessidade de primeira ordem.

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"Viajantes inspirando viajantes."