Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai)

Este é o relato de uma viagem de casal realizada em Outubro de 2015 por Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Não vamos colocar o roteiro do modo como fizemos, mas, sim, do modo que teríamos feito se tivéssemos as informações necessárias para evitar várias idas e vindas. Apesar de ser um roteiro famoso, é difícil encontrar informações para passeios fora da rota tradicional (por exemplo, Ciudad del Este sem compras e Puerto Iguazú além das Cataratas).

Comece por… Paraguai!

Por que começar o roteiro das cataratas pelo Paraguai? Porque lá está o Salto del Monday, uma cachoeira linda, de fácil acesso e barata! Claro que é muito menor do que as Cataratas… mas é uma ótima opção para perder o medo de fazer turismo no Paraguai, que é sim um país com muita coisa a oferecer. E para quem está em família e sem grana para ver as Cataratas, é uma opção!

Assim que atravessar a Ponte de Amizade (atravessamos sempre a pé, sem problemas,mas com as mochilas para frente do corpo, por precaução), passe na aduana. Lá há um stand de turismo do Paraguai, com vários mapas e com um pessoal muito receptivo, que dará informações detalhadas de como chegar aos destinos. Contudo, caso aproveite para carimbar o passaporte, não esqueça que, oficialmente, para entrar no país é preciso a vacina da febre amarela.

Siga reto, depois da aduana, por toda a avenida de comércio (sem se deixar convencer pelos vendedores, porque há sim casos de gato vendido por lebre), até o supermercado Arco-Íris. Na rua deste mercado há um ponto em que passa o ônibus da empresa Matiauda, e na placa da frente está escrito “áreas 1, 2, 3, 4, 5”. O preço é 2500 guaranis (R$ 1,00). É só informar o cobrador/motorista que você descerá em Salto del Monday (pronuncie mondai). O ônibus irá parar próximo a uma escolinha de futebol. De lá até o Salto são uns 300 metros caminhando (é só perguntar que o pessoal na rua vai informando onde é).

A entrada é 12000 guaranis (menos de R$ 10,00). Lá há um circuito de arvorismo pequeno, que talvez interesse às crianças. No parque há uma lanchonete e é um lugar propício para piquenique em família.

Digamos que você tenha feito esse passeio pela manhã. Na volta, desça de novo no mercado Arco-Íris e vá para a pracinha atrás do mercado, onde passa o ônibus para Hernandarias. Na plaquinha do ônibus estará escrito Jacurupucú (na dúvida, pergunte se vai até Itaipu).

O preço do busão é 3000 Gs (pouco mais de R$ 1) e ele te deixa a uma quadra da entrada de Itaipu. O circuito é feito de ônibus dentro da represa e é gratuito, ao contrário do lado brasileiro. Mesmo para quem não curte tanto esse tipo de roteiro, ver como o lugar funciona e suas estruturas gigantes impressiona. Mais uma vez acho um ótimo passeio para fazer com crianças, para que elas entendam de vez muitos dos conceitos das aulas de geografia.

Um outro passeio possível no Paraguai, mas que acabamos não fazendo, são as missões. Há muita gente que trabalha em Ciudad del Este e mora na região das missões; por isso, para evitar trânsito, o ideal é pegar o ônibus (no terminal) lá pelas 8 da manhã. Em 3 ou 4 horas de viagem ele te deixará nas missões jesuíticas. Aí é curtir o dia inteiro e voltar à noite para Ciudad.

Foz e seus atrativos

Ficamos hospedados em Foz, no hotel Normandie Iguaçu, reservado pelo Decolar (o pacote saiu mais barato que comprar voo e hotel separado). Por fora, o hotel tem cara de espelunquinha, mas por dentro é simples e funcional: uma cama, TV de tubo, ventilador… e um café da manhã self service, no qual nos acabávamos para só comer de novo à noite.

O hotel fica perto de vários pontos de ônibus. Caso você fique hospedado longe do centro, é só ir até o terminal.

O ônibus que vai até as Cataratas é o de linha normal (linha 120) e a passagem custa cerca de R$ 2,50 (não anotei o valor exato).

Dá para fazer o Parque das Aves e as Cataratas no mesmo dia, do lado brasileiro. Parece que o recomendável é ir primeiro ao Parque, pois de manhã as aves estão mais agitadas.

Gostamos do Parque das Aves, pois há muitos viveiros mais abertos, em que os pássaros parecem ter mais espaço para se movimentar. No lado brasileiro das Cataratas, fizemos apenas a trilha principal, que garantiu a parada em vários mirantes para fotos, além de muitos quatis no caminho. Capa de chuva é um item que ajuda a aproveitar melhor o passeio, sem se preocupar em molhar eletrônicos e acessórios (compre antes para não pagar uma fortuna no Parque). Não vimos bebedouros por lá, mas tínhamos levado nossa água e coisinhas comestíveis, para fugir nos dos preços abusivos da lanchonete.

Se tiver mais um dia de viagem em Foz, pegue um ônibus para conhecer a mesquita (se não me engano, é a linha 103). O lugar tem uma decoração interessante e, por ser um ponto turístico, há sempre alguém disposto a responder às perguntas sobre o islamismo. Para entrar na mesquita, as mulheres têm de colocar véu, que é emprestado na hora (e não podem ir de bermuda ou roupa curta/decotada). O horário de visitação é das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30, com intervalo para reza das 15h40 às 16h15. Ao sair da mesquita, não deixe de passar na doceria Almanara, em frente, que serve doces árabes a um preço bem em conta.

Ao sair da mesquita, pode-se pegar outro ônibus até o terminal e de lá para o templo budista (creio que linha 102, mas não tenho certeza… é só perguntar no terminal). O templo não abre às segundas, e funciona das 9h30 às 17h. Apesar de alguns itens estarem em reforma, é um dos templos budistas brasileiros mais bonitos, com várias estátuas que formam um conjunto muito agradável de ser visto.

Puerto Iguazú – Cataratas e além…

Como a Argentina teve uma recente mudança drástica na economia, não vou colocar os preços que paguei por lá em outubro (talvez agora estejam melhores). Na época, achamos tudo absurdamente caro.

Para quem mora em São Paulo, faça a conversão no Banco La Nación, no final da Av. Paulista. A cotação lá estava muito melhor do que as que paguei na Argentina.

O ônibus para Puerto Iguazú é um amarelinho, e custa cerca de R$ 4 (mas dá para pagar em peso também). Ele irá parar na aduana para o registro de ingresso e de lá seguirá caminho. Tentem ser rápidos nesse trâmite, pois logo no nosso primeiro ingresso no país fomos abandonados pelo motorista e tivemos de pagar outro ônibus para ir ao centro de Puerto.

Quem vai para as Cataratas desce antes de chegar ao centro, em um ponto de ônibus bem abandonado. Lá passa o ônibus rumo às Cataratas (ou é possível compartilhar um táxi pelo mesmo preço do bus – os chamados remixes, táxis coletivos).

O lado argentino tem mais trilhas, mais caminhadas e mais espera entre os trens que conectam alguns trechos do Parque. Recomendo ir direto à Garganta do Diabo e depois pegar o trem de volta para fazer as trilhas do circuito superior e inferior.

Não saí tão encharcada do lado argentino, mas saí mais impressionada. A Garganta do Diabo realmente é grandiosa, e as trilhas do Parque, em boa parte, são feitas por passarelas sobre os rios, possibilitando uma integração maior ao ambiente.

São passeios para um dia inteiro, e para quem quer fazer a Aventura Náutica (mais barata na Argentina), talvez sejam recomendáveis 2 dias no Parque (o segundo dia tem 50% off).

Sobrou mais um dia de passeio na Argentina? Desça novamente no ponto de ônibus que vai para as Cataratas e de lá caminhe até La Aripuca, uma construção indígena no formato de arapuca gigante (que representa que, se não respeitarmos a natureza, seremos vítimas de nossa própria armadilha). O lugar tem construções interessantes, sorvete de mate com uma espécie de rosa e é uma boa pedida para comprar souvenirs. O ingresso dá desconto para outras atrações da cidade.

Saindo da Aripuca, passe no Ice Bar Iguazú (é na mesma avenida), para garantir meia hora open bar a 10 graus negativos, em um bar todo feito de gelo.

Ainda na avenida, há a opção de visitar uma casa feita com garrafas pet, o Parque das Aves argentino e uma comunidade indígena (não fizemos esses 3 passeios, mas para quem já estiver por lá, talvez seja uma opção).

Depois de tanta água em Iguaçu, estamos nos preparando para novas águas, dessa vez no Caribe colombiano… mas isso já é matéria pra outro relato. 😉

E aí, o que achou? Diz pra gente!

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