Diário de Bordo

Diário de Bordo (Projeto Pedagógico para Escola Pública)
Aqui, estarão relatos dia a dia da aventura dos professores de mochila, Tück e Carina.

— Se for ler desde o começo, comece de baixo para cima —

Dia 18 – (25 de Junho) – Galápagos

7h – Manhã de sol, arrumamos as coisas e tomamos café do lado de fora da casa. Era um mote, prato equatoriano de milho com ovo, que nos soou meio pesado para a manhã. Fomos para o único lugar que não conhecemos na ilha, chamado Loberia, uma bela praia que diziam ser o lugar dos lobos, no entanto, só haviam três na praia toda. Como a água era muito fria e havia muita pedra, decidimos não nadar nela.

11h – Saímos da Loberia, no sul da ilha e fomos novamente para o lado norte, nas Tijeretas novamente. Dessa vez só para nadar e curtir as últimas horas em que estaríamos em San Cristóbal. Desta vez não houveram muitos bichinhos, o que nos fez entender que tivemos muita sorte ontem.

15h – Voltamos, pegamos as coisas e nos preparamos para pegar o barco de uma ilha para a outra. Hora de voltar para a Ilha Santa Cruz. Conseguimos ir em cima no barco e pegar metade do caminho com muito sol bonito e mar azul, o restante já estava mais frio e nublado.

18h – Nos instalamos novamente onde iríamos dormir, porém a atendente tinha muita dificuldade com matemática e não conseguia fazer a conta do troco que tinha que nos dar. E acreditem, era muito troco. Ela deveria nos dar de troco 75 dólares, no entanto, se perdeu com a calculadora e nos deu 25. Lembrem-se que estamos falando de dólares, que atualmente, equivalem a 4 reais cada. Ou seja, se ela tivesse nos devolvido 25 dólares, estaríamos recebendo 100 reais, mas ficamos bravos e dissemos que eram 75 e ela refez a conta e aí sim nos deu o correto. Vocês sabem quanto reais são 75 dólares?

20h – Fomos comprar algumas coisas para levar e depois fomos ao mole ver o mar. Aqui é incrível como numa simples noite de terça-feira você vê tartarugas grandes nadando, filhotes de tubarão aos montes, peixes diferentes e os lobos-marinhos. Aliás, havia um muito engraçado no mole que ficava correndo atrás das pessoas. A maioria fugia, mas algumas pessoas ficavam paradas e quando ele chegava, ele apenas cheirava e ia embora.

21h – Comemos bastante (foi o único dia em que podemos dizer que exageramos), demos risada com o tamanho dos pratos e voltamos para dormir. Não sabemos porque, mas o chuveiro da outra vez que estávamos aqui era ótimo, indo do super quente ao super gelado. Dessa vez, só tinha o super gelado e nos lembramos que o chuveiro da casa em Atibaia também está queimado. Hora de dormir, a viagem vai chegando ao fim e o sentimento de nos despedir de Galápagos traz de volta todas as coisas boas que vimos por aqui.

Dia 17 – (24 de Junho) – Isla San Cristóbal – Galápagos

7h – Depois de tomar café, uma cena inusitada já iniciou o dia com emoção. Terminávamos de comer, quando onde estávamos entraram três cachorros correndo atrás de um cabrito preto. O cabrito, chamado Luís Fernando, era um animal daqui que havia se soltado da cordinha nos fazendo cair na gargalhada logo cedo. Conversamos um pouco mais com a senhora da casa e pegamos um carro junto com seu filho mais novo: Nícolas. Estamos dormindo no quarto de seu irmão, Mateo.

9h – Começamos caminhar para uma praia chamada Barquerizo, mas o tempo estava muito nublado e o caminho era muito enjoado, cheio de pedras soltas e decidimos desistir no meio do caminho. Depois vimos fotos, e realmente não era nada de muito diferente. Voltamos ao Cerro Tijeretas e Carina foi nadar enquanto eu fiquei no alto da montanha fazendo fotos, depois eu desci para nadar também.

10h – Foi o nado mais espetácular que já fizemos na vida. Vimos alguns cardumes de peixes e estava tudo muito bonito, apesar da água bem fria, mas daí vieram os filhotes de lobos e passaram a nadar junto da gente e por quase uma hora ficamos a brincar nadando com eles. Eram dois filhotes, depois a mãe e o pai. O pai costuma ser mal humorado e fora d’água pode até morder, mas os outros são curiosos e mansos. Enquanto nadávamos as vezes vinham boiando devagar com o focinho bem na nossa cara e sentíamos medo pois não sabíamos se iriam nos assustar, ou morder, depois passavam a nadar loucamente brincando de pega pega como dois filhotes de cachorros. Enquanto eu nadava, ele vinha perto e boiava perto de mim, quando eu mergulhava para baixo ele fazia o mesmo e começava a dar cambalhotas e fazer bolhas embaixo d’água. Não me lembro de ter ficado tanto tempo brincando com um animal selvagem. Com certeza é uma lembrança que ficará para sempre com a gente (além das fotos e filmagens).

Pedimos desculpas em não estar conseguindo colocar muitas fotos e filmagens como gostaríamos, mas a internet aqui é muito lenta e aborrecedora, portanto nos esforçamos para colocar uma ou duas as fotos apenas. Mais para frente, rechearemos de imagens!

14h – Havíamos voltados felizes e cheios de coisas gravadas nas câmeras e na cabeça, quando um casal de equatorianos jovens nos chamou no meio da rua perguntando se queríamos dividir um carro com eles para conhecer as terras altas da Ilha San Cristóbal. Decidimos que sim pois ficaria barato, comemos, curtimos um pouco o cenário de coqueiros altos e lá fomos nós para a aventura da tarde.

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16h – Andrea e Raul eram jovens médicos equatorianos que viajavam por Galápagos e queriam conhecer a ilha. De carro fomos para quatro lugares:
– Ceibo – É uma corticeira (árvore de cortiças) gigante que tem duas casas construídas nela: na casa de cima, que fica em cima da árvore, se tem um dormitório onde se pode alugar para passar a noite por 25 dólares. É uma árvore toda engraçada, o sonho de toda criança que quer uma casa na árvore. Tem uma corda enorme para brincar de tarzan, um tubo de alumínio para que se desça lá de cima deslizando assim como fazem os bombeiros, uma ponte de madeira e corda, toquinhos para escalar a árvore e etc. O outro quarto fica dentro da raiz. Isso mesmo, você entra por dentro do tronco naturalmente e desce uma escada apertada até chegar debaixo da terra onde tem um quarto com um baú cheio de moedas e algumas pistolas antigas de piratas. Na árvore do lado, há um barco laranja em cima da árvore e não conseguimos descobrir como o colocaram lá.

– Laguna Junco – Aqui é uma lagoa de água doce, a única em toda Galápagos, que fica no lugar mais alto da ilha de San Cristóbal. Aqui era uma cratera de um antigo vulcão, que se tornou agora uma lagoa. Chegamos aqui com muita neblina e não conseguimos ver quase nada.

– Galapaguenha – É onde cuidam das tartarugas gigantes desta ilha e quando chegamos só vimos três, uma delas já dormia em seu casco.

– Puerto Chino – em português se chamaria Porto Chinês e aqui é a única praia da ilha que é totalmente de areias finas, sem pedras. Uma praia bonita que pegamos em um entardecer nublado. Enquanto nadávamos com os amigos, vimos duas tartarugas marinhas médias do nosso lado.

19h – Voltamos para a cidade já de noite, nos despedimos dos amigos e vimos que a cidade toda estava na frente da tv assistindo ao jogo Equador e Japão pela Copa América. Comemos e voltamos para descansar. Hoje vai ser um dia para dormir e sonhar com os lobos marinhos brincando.

Dia 16 – (23 de Junho) – Isla San Cristóbal – Galápagos

7h – Foi o primeiro dia em que acordamos já com um sol forte. Comemos, conversamos com os equatorianos que nos hospedaram e fomos para o povoado. O senhor nos contou histórias incríveis sobre sua infância em Galápagos, em uma delas, quando mergulhava a noite para pescar lagostas, ficou preso em um túnel de lava debaixo d’água na escuridão e foi salvo por uma luz que viu em um ponto em que o fez nadar para sair da água. Segundo ele, até hoje ele não sabe o que era aquela luz, pois não era a Lua e nem a lanterna de seu amigo. Começamos a andar pelas 9h e conhecemos a Playaman (uma praia cheia de lobos marinhos), um centro de informações sobre Galápagos com histórias sobre Darwin e as Ilhas Galápagos que foram descobertas por ameríndios há muito tempo atrás, depois redescobertas por navegadores europeus e piratas como Drake, o maior pirata inglês. Galápagos já foi tida como um arquipélago amaldiçoado pois muitas pessoas morriam abandonadas por aqui, e nos anos 1900, Equador enviou seus presos perigosos para cá e os obrigou a carregar pedras para levantar um muro, que ficou conhecido como Muro das Lágrimas, o lugar onde os prisioneiros choram.

Em 1940, a ilha de Baltra se tornou uma base norte-americana na Segunda Guerra Mundial para que se protegessem de ataques japoneses. Hoje, esta ilha é o aeroporto onde pousamos.

10h – Estávamos nas águas de Tijeretas, um lugar com água verde transparente, cheia de peixes, lobos e tartarugas marinhas. Um ótimo lugar para nadar e brincar com os animais. Porém, por aqui, toda água é sempre muito, muito fria. Diferente do oceano que banha o Brasil todo, o Oceano Pacífico é conhecido pelas suas águas frias e por sua grande profundidade.

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12h – Fomos a praia Punta Carola, cheia de lobos-marinhos e pedras. Aqui, alguns lobos eram mais ousados e iam até as pessoas, mas nunca sabíamos se era só para cheirar ou se estavam dispostos a morder. Não parecem agressivos, mas os dentes são enormes e é impossível não ter medo quando veem correndo até você.

13h – Comemos empanada e fomos até próximo do aeroporto, onde vimos novamente os Piqueiros de Pata Azul. São sempre muito simpáticos e elegantes. Vimos que não compensáva ir até o outro lugar que queríamos e decidimos voltar até a Playaman onde ficaríamos o resto da tarde e veríamos o por-do-sol que foi incrível, além de nos divertirmos vendo os lobos marinhos correrem atrás das pessoas. As crianças brincavam na água e de repente gritavam “El lobo! Ahí viene el Lobo!” e saíam todas gritando, rindo e correndo. O máximo que vimos foram lobos cheirando pessoas e expulsando os mais assustados da areia, onde deitavam e ficam a dormir.

18h – O som dos lobos é muito curioso, pois quando tossem se parecem muito com humanos, quando são filhotes fazem um som de cabrito, mais jovens e adultos parecem latir como cachorros ou fazer som de porcos. Os enormes machos fazem um som parecido com vacas bravas e são os únicos a quem nos pediram para ter cuidado por morderem se sentirem que invadimos seu território.

20h – Comemos bem, vimos o céu estrelado e voltamos para dormir e descansar.

Dia 15 – (22 de Junho) – Galápagos

4h30 – Hoje é um dia em que passaremos nas três ilhas principais de Galápagos. Acordamos muito cedo, arrumamos o que faltava e partimos cedo para o porto pegar o barco para mudarmos de ilha. O que não imaginávamos é que o caminho seria extremamente frio e com garoa: parecia que íamos congelar. No caminho de 2 horas até Santa Cruz, além de passar frio tivemos o encanto de ver algumas Orcas no mar, mas como estava garoando nem pensamos em tirar foto.

8h – Chegamos em Santa Cruz e para usarmos o banheiro, fomos até a Estação Científica Charles Darwin e depois para descansarmos e meditarmos um pouco, fomos até a Lagoa Las Ninfas novamente. Estava tão gostoso que deu até pra ler e dormir um pouco no sol, com um lobo marinho boiando na água próximo de nós.

12h – Compramos algumas coisas no mercado onde descobrimos algumas coisas baratas e comemos.

14h – Pegamos as mochilas e pegamos o outro barco, que sairia de Santa Cruz para a próxima ilha que conheceríamos: San Cristóbal. Desta vez a viagem foi debaixo de muito sol, com um calor de cansar. Mas chegamos bem. O que não sabíamos é que onde nos hospedariam era tão longe da praia e tão nas montanhas a ponto do clima ser mais frio. As ilhas de Galápagos possuem microclimas, que dividem a ilha em lugares úmidos, secos, quentes, frios…

18h – Fomos até o povoado e vimos a rua principal, frente ao mar, onde comemos algo, vimos leões marinhos e conversamos vendo o mar. Estava muito estrelado! Com certeza o céu mais estrelado que vimos na viagem até agora. Voltamos e dormimos. Neste dia eu não estava muito bem, pois a última vez que comemos em Isabela, algo não caiu bem e fez com que minha resistência baixasse, além de me desidratar um pouco.

Dia 14 – (21 de Junho) – Isla Isabela – Galápagos

6h – Ao acordarmos cedo, preparamos as coisas e partimos para conhecer os dois principais vulcões da Ilha Isabela. Ela no total tem cinco vulcões, todos bem ativos. Depois de subir de caminhão a montanha no centro da ilha, começamos a caminhar sob forte neblina e frio. Depois de 40 minutos estávamos na cratera gigantesca do enorme vulcão Serra Negra. Dentro da cratera caberiam pelo menos 4 cidades como Perdões. Dois anos atrás esta cratera toda, que para nós era um mar de lodo, era um mar de lava vermelha escura onde se podia ver o magma se tornando pedra. Agora ele está parado por alguns meses, mas pode voltar a esquentar a qualquer momento. Caminhamos ao lado cratera por cerca de 1 hora e então seguimos para o vulcão ao norte, com uma paisagem totalmente diferente. O sul da ilha é cheio de mata e unidade, o norte é completamente desértico e cheio de rochas, céu azul e sem neblina, onde se pode ver toda a ilha ao redor lá embaixo.

Após caminharmos sob o magma petreficado, sentir o calor das pedras abertas que parecem forninhos e de cheirar o enxofre quente que ainda exala por lá, começamos a descer de volta. É muito interessante saber que nosso planeta todo está vivo, extremamente quente por dentro e que os vulcões apesar de todo o temor, são enormes fontes de renovação do planeta. Corpos celestes como a Lua e planetas como Mercúrio e Marte, são considerados mortos por não possuírem mais vulcões.

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13h – Estávamos de volta e pudemos aproveitar a praia e o sol para descansarmos, nadar e observar a vida ao redor. A noite voltamos para dormir que no dia seguinte mudaríamos de ilha novamente.

Dia 13 – (20 de Junho) – Isla Isabela – Galápagos

8h – Depois de acordar e fazer nosso pão na chapa e suco de laranja, saímos pra caminhar cedo e ir até o Estuário dos Flamingos, uma série de lagoas cheias de iguanas e patos e claro, os coloridos flamingos. Este é um animal que vimos em praticamente todos os mochilões que fizemos: Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Argentina, México e Equador, porém nunca havíamos ficado tão perto deles. Aqui, pudemos sentar e ficar quase uma hora meditando, contemplando e fotografando essas aves que tanto nos encanta.

11h30 – Já de volta, um caminhãozinho veio nos buscar para nos levar até o barco. Era um barco com dez pessoas: 6 do Equador, nós dois do Brasil, um chileno e um australiano. Além disso, havia o capitão, o guia e o marinheiro. Navegando a 24 nós saímos de Puerto Villamil com destino aos Tuneles. No caminho, o mar estava muito agitado e as ondas nos assustava um pouco. No caminho cruzamos com um animal muito grande e curioso: as mantarraias ou arraias jamanta. São arraias enormes (chegam a ter 7m de uma nadadeira a outra) e que as vezes até saltam pra fora do mar. Vimos algumas, até que uma de uns 3 metros resolveu virar pro lado errado e se chocou com o barco fazendo com que muita água entrasse no barco e desse um banho bem na Carina. Ela tentou colocar a cabeça (essa coisa preta e branca na foto) pra dentro do barco, mas se foi em seguida.

Aqui, teríamos que tomar uma decisão, ou iríamos parar do outro lado e ir andando pelas pedras ou iríamos atravessar as ondas e parar na areia, porém, eram ondas enormes e o capitão nos disse que se escolhessemos essa opção teríamos apenas 30 segundos para sair do barco, pois mais tempo era muito perigoso. Há dois dias haviam tido problemas com um turista (não sabemos bem o que houve), mas suspeitamos de que ele caiu do barco. Na dúvida, optamos por ir andando pelas pedras o que era pra ter sido bem tranquilo.

Mas não foi. Assim que descemos do barco e começamos a andar pelas pedras, Carina tropeçou ao se agachar e caiu dentro de um túnel de lava com tubarões. Momento de preocupação! Bom, vamos explicar. Os túneis de lava são túneis e buracos formado pela lava do vulcão Sierra Negra que ao se chocar com o mar se solidifica e se torna rocha (assim que se formam as pedras e rochas do planeta). Carina caiu em um desses buracos, que estava com água rasa e se molhou toda, além de molhar a bolsa com a câmera e o celular que não podem molhar. Quando fui ajudá-la a sair, todos começaram a rir pois os tubarões que queríamos ver apareceram. Carina saiu bem e os aparelhos apesar de molharem parecem estar ok. Quanto aos tubarões, sem grandes problemas, afinal eram Tintoreras, um tipo de tubarão de 1 metro e meio que costuma comer apenas peixes pequenos.

14h – Fomos a um lugar chamado Finado onde fizemos o maior e mais produtivo snorkel: em 2 horas no mar vimos tartarugas marinhas enormes, cavalos-marinhos, tubarões, cardumes de peixes coloridos, arraias douradas, arraias azuis e lobos marinhos brincando de nadar com nossas bolhas embaixo d’água. Nadar com estes bichos todos como quem está brincando com o amiguinho é muito emocionante.

Aqui, é interessante notar como Galápagos reúne nos mesmos lugares todas as classes de animais. Por exemplo, dos animais que já vimos no Equador até agora, você conseguiria agrupar quais são Aves, Répteis, Peixes, Mamíferos e Artrópodes?
– Flamingos, Arraias, Iguanas, Lobos-marinhos, Estrela-do-Mar, Cavalos-Marinhos, Baleias Jubarte, Tubarão Tintorera, Tartaruga Marinha, Tartaruga Galápagos Terreste, Cachorro, Mosca Invasora, Pato, Pinguim, Caranguejo, Pelicano, Piquero de Pata Azul, Lhama, Cobra, Moreia, Lagartixa, Vicunha e claro, os humanos?

17h – Na volta conversamos um pouco com as equatorianas que eram de Cuenca – lembram dessa cidade? O que lembram dela de quando contamos? – e com o australiano que contou que está viajando a América toda, de Sul a Norte e que depois irá ao Japão. Que beleza heim?!

20h – Este foi um dia todo nublado e seguiu-se assim também de noite, comemos, brincamos com o cachorrinho da hospedagem (é um filhote que se chama Chiquito) e dormimos! Amanhã é dia de pular cedo!

Se tiverem perguntas, mandem que tentaremos responder todas!

Dia 12 – (19 de Junho) – Isla Isabela – Galápagos

5h – Acordamos cedo para preparar o café e irmos pegar o barco. Estava nublado outra vez e concluímos que é, de fato, o
nevoeiro do Pacífico, nuvens que se formam de manhã e se desfazem perto das 11h abrindo um belo céu azul. Com tudo
arrumado, fomos para o mole pegar o barco que nos levaria de Santa Cruz para a maior ilha, Isabela.

10h – O barco era bem menor do que imaginamos, quase uma lancha, onde as pessoas iam sentadas todas juntinhas em pleno
oceano por 2 horas e pouco. Não foi das viagens mais agradáveis, mas chegamos bem em Isabela (ainda nublado). Caminhamos
meia hora com nossas mochilas até o lugar onde ficamos hospedados: Hostal El Caminante. Apesar de um pouco longe, o lugar era bem completinho, conseguimos água de graça (em cidades de praia não se pode beber a água da torneira), frutas e até
que lavassem algumas roupas muito sujas incluso no preço da hospedagem.

Quando falamos de mochilas é preciso saber como funciona um mochilão. Cada pessoa tem 2 mochilas, uma grande (o famoso
mochilão) que costuma pesar perto de 15kgs e se leva nas costas e a mochila menor (ou mochila de ataque) que geralmente
pesa perto de 5kg. Na pequena colocamos coisas mais importantes (câmera, celular, garrafa d’agua, documentos…) e na
grande as trocas de roupa, calçado, comida e coisas de higiene. Estas mochilas só carregamos juntas quando mudamos de
cidade, pois geralmente a grande fica onde nos hospedamos e quando vamos a algum lugar levamos só uma bolsa pequena com o
imprescindível.

12h – O sol saiu de repente e fomos conhecer a bonita ilha Isabela. A cidade é um sossego só, chamada Puerto Villamil, e
bom, fomos recebidos por lobos marinhos deitados pelas ruas. Andamos mais um pouco e vimos a praia mais longa da cidade,
bem bonita, de areias e água azul. Depois fomos para um lugar ao lado de onde os barcos chegam, chamado Perla, onde há um
lugar para nadar que aparentemente é bem tranquilo, sem ondas, e onde se pode mergulhar e ver alguns animais, no entanto
no caminho até lá já tínhamos passado por cima de vários lobos marinhos dormindo. Vimos por aqui uma pequena cobra também.

Bom, nadamos, vimos algumas estrelas-do-mar, alguns peixes bonitos até que a Carina encontrou uma enorme tartaruga marinha
(diferente das terrestres que tem patas, esta tem nadadeiras) e fomos vê-la nadando e tirar foto. Enquanto ela nadava, eu
a acompanhava porem notei que ela estava muito mais rápida do que deveria! Exato! Era uma tartaruga rápida, é mole!?
Percebi então que havia algo errado. O que havia ali era uma correnteza de troca de maré, onde a maré enche. Quando vi que
a Carina não estava conseguindo nadar de volta, ficamos preocupado e antes que ela fosse embora com a maré, me segurei em umas pedras e segurei a mão da Carina para que não fosse com a corrente. Momento de tensão. Ela se segurou nas pedras um
pouco enquanto pensávamos em como íamos sair dali. Falei para ela que teria que nadar rápido e forte com os braços pra ir
contra a corrente e ela foi, porém, logo que se soltou das pedras voltou pra correnteza e novamente teve que se segurar na
minha mão. Aí percebemos que não daria pra voltar nadando, a corrente estava muito forte e as pessoas que poderiam nos ver
estavam atrás do mangue e não conseguiam nem ver nem ouvir.

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Foram vinte minutos de preocupação, até que acenamos para um barqueiro que nos viu e pediu para que esperássemos até ele
vir com um marinheiro, que jogou uma corda e com o barco nos levou a um lugar tranquilo. O engraçado foi que a câmera deu
algum problema e filmou 30 minutos dessa situação toda, começando com o nado da tartaruga e terminando com o barqueiro nos ajudando. Depois que vimos a filmagem demos muita risada da situação. Apesar da preocupação, não perdemos a calma, o que é
muito importante quando algo sai do planejado. Os maiores aprendizados foram, sempre ter cuidado com a água e nunca
confiar em tartarugas rápidas.

15h – Fomos para outra praia e enquanto Carina descansava do lado dos lobos marinhos, eu nadei em um lugar onde os
Pinguins nadavam nas ondas. De lá caminhamos um pouco e fomos em um caminho que nos levou até lagoas em que tinham
Flamingos bem avermelhados e patos. Seguimos nosso caminho, passando por alguns bosques que pareciam de contos de fada e
chegamos até um centro em que cuidam das tartarugas gigantes, aqui, de outras espécies, que também ficam gigantes com 150
anos. Voltamos, tomamos banho e fomos comer.

21h – Comemos e vimos a lua nascendo bem bonita. No caminho de volta, tomei um sorvete de amora e fomos para nosso quarto
descansar depois de tanta aventura. E bom, nos próximos dois dias será assim… muita aventura em Isabela.

Dia 11 – (18 de Junho) – Isla Santa Cruz – Galápagos

9h – Depois de acordar e tomarmos nosso café que fizemos, fomos pesquisar algumas coisas sobre os barcos. O dia estava novamente todo nublado nada encorajador como tem sido toda manhã. Mas nos planejamos pra isso começando nosso dia indo até o Mercado dos Pescadores, que é onde vendem os peixes que foram pescados na noite anterior para que seja todo fresco. Uma coisa muito interessante que notamos aqui é que tem muito pouco mosquito, o que é maravilhoso. No entanto há uma mosca, conhecida como Mosca Invasora (que vimos uma ou outra apenas) que veio com os primeiros marinheiros e foi responsável pela morte de muitas aves, no entanto, aos humanos ela não causa nada.

O mais legal do mercado de peixes é que além das pessoas trabalhando no corte dos peixes e na venda, são os animais que ali estão observando tudo para ver se conseguem uma lasquinha pro lanche. Do lado da moça que cortava os peixes estava um enorme lobo marinho, como uma criança perto da pia enquanto a mãe cozinha. Quando ela demorava para lhe dar um pedacinho ele começava a chorar quase que como um cachorro ou um bebê pidão. Atrás dele, os pelicanos loucos pra comer um peixinho fazem quase que uma fila. O último da fila é a iguana. Ela fica por lá tentando morder o que achar, mas os pelicanos hora ou outra dão uma bronca nela, que sai correndo.

Daí fomos para o mole dos barcos e tínhamos de comprar nossas passagens para ir as outras ilhas e aí que descobrimos um erro no nosso roteiro que nos deixou confuso na hora. Galápagos é um Arquipélago de várias ilhas e suas três ilhas principais são Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Achávamos que conseguiríamos sair de Isabela direto para San Cristóbal, mas não, todos barcos passam por Santa Cruz e teríamos que voltar aqui mais pra frente, gastando 25 dólares a mais do que imaginávamos. Paciência, por hora não tinha o que fazer e compramos então nossa ida de Santa Cruz para Isabela, onde estaremos amanhã. É a maior e mais turística ilha de Galápagos.

Feito isso, estávamos meio confusos ainda refazendo contas e roteiros e enquanto pensávamos fomos a um lugar perto na cidade, chamada Laguna de las Ninfas. Uma lagoa de água verde em que não se pode nadar, mas se pode caminhar pelas passagens entre o mangue. E como o lugar é muito silencioso não tem como não se sentar por um bom tempo lá e admirar o silêncio. Meditamos por quase uma hora por ali e isso nos fez muito bem. Meditar é sempre bom, pois além de todos os benefícios a saúde, ainda nos faz organizar as ideias quase que automaticamente, acalmar e diminuir ansiedade. Tudo de bom.

12h – Saímos, e estava sol. Um céu azul todo animador e lindo de novo que nos fez ter vontade de caminhar para irmos a lugares novos e outros repetidos em que não havíamos visto com a luz do sol e o céu azul. Acreditem, tudo muda quando se tem um céu azul. Fomos nas praias Ratonera (cheia de iguanas), da Estação Darwin e nos colocamos a caminhar vários quilômetros de novo até a Tortuga Bay, onde nadamos e relaxamos um pouco. Foi provavelmente o dia em que mais andamos.

18h – Voltamos, tomamos um banho de ducha e fomos comer. Estávamos com fome, Carina comeu camarão com molho de coco e eu um pescado frito com batatas. As pessoas assistiam ao jogo do Brasil com a Venezuela e uma dupla de música equatoriana andina se apresentava com seus intrumentos (charangos e flautas). Daí fomos para o mole dos barcos a noite ver o que nos disseram e o que encontramos: lobos marinhos dormindo nos bancos e dezenas de filhotes de tubarão nadando perto dos barcos. São do tamanho de cachorros e tentam comer só os peixinhos bem pequenos.

22h – Fomos dormir e arrumar toda a mochila para logo cedo partirmos de Santa Cruz para a outra ilha, maior, com vulcões ativos e cheia de coisas pra descobrir: Isla Isabela.

Bom, como sabem aqui falamos espanhol o tempo todo e achamos que seria legal passar algumas palavras para que conheçam:
Ilha – Isla
Obrigado – Gracias
Boa noite – Buenas noches
Refrigerante – Gaseosa
Tartaruga – Tortuga
Tubarão – Tiburón
Ninguém – Nadie
Criança – Niño
Prontos – Listos
Obrigado por sua aula hoje – Gracias por su classe hoy.

Dia 10 (18 de Junho) – Galápagos (Ilha Santa Cruz)

8h30 – Acordamos e vimos que estava garoando e com o céu todo encoberto de novo. Não muito animados, fomos pra cozinha fazer nosso café com o que compramos no mercadinho ontem: pão de forma, ovos, manteiga, uns biscoitinhos de leite baratos e muito crocantes, chá e leite.

10h30 – Saímos então para ir até onde queríamos hoje e pagando apenas 0,80 centavos de dolar (que dá R$3,20) pegamos um taxi-barco para irmos de Puerto Ayora até o outro lado, a caminho das Grietas, antes no entanto, encontramos alguns lobos marinhos descansando nos bancos públicos. Sim, é normal encontrar estes animais aqui como quem encontra um cachorro na rua. São bonitos, parecem cachorros com nadadeiras e fazem cocôs grandes como os de cachorros grandes!

11h – Chegamos nas Grietas, que são gretas, ou fendas no meio das rochas por onde passa uma água doce que se mistura com o mar e se torna salobra. Com tons de verde escuro, a água é extremamente transparente e deliciosa pra nadar. A profundidade é de 13m e pudemos fazer snorkel pela primeira vez aqui. Snorkel é uma máscara de mergulho que tem um óculos e um tubinho para se respirar. Os peixes daqui vivem bem lá embaixo, assim como as moreias. Pudemos mergulhar, tirar fotos, nadar e nos divertir bastante andando para a parte de cima também, onde tinham os mirantes.

14h – Nadamos um pouco na Praia dos Alemães (no meio do caminho de volta)  e voltamos para Puerto Ayora e encontramos mais lobos marinhos descansando pelo mole (lugar de onde saem os barcos) e estavam tão perto de nós nos bancos que pudemos tirar fotos bem inusitadas com eles dormindo. Aqui, o sol já havia saído completamente e o encoberto cinza deu lugar a um céu azul maravilhoso que iluminou tudo o que tinhamos visto meio cinzento até então. Água azul clara, as casas coloridas, as árvores bem verdes, estava tudo tão bonito que resolvemos esticar e irmos até um lugar mais longe: Tortuga Bay.

16h – Caminhamos mais de 6km no total de Puerto Ayora até Tortuga Bay, passando por um longo (e muito bonito) caminho por meio as árvores secas e os cáctos, até chegar na linda praia Brava, uma praia parecida com as de alguns lugares do Brasil, como Florianópolis, onde a faixa de areia fina é extensa e as ondas são mais bravas. Atravessamos toda essa areia até chegar no lugar onde há inúmeras Iguanas Pretas por todos os lados, além dos Pelicanos e Garças Cinzentas nas árvores. As iguanas são fáceis de se confundir com as pedras vulcânicas que também são pretas. Daqui, cruzamos um pequeno bosque até chegar na praia ao lado, a Praia Mansa, que de tão mansa e verde clara se parece mais com um rio de águas mais tranquilas e turvas. Aqui algumas pessoas param pra simplesmente tomar sol e curtir o dia descansando. Nadamos um pouco e começamos a voltar, mas antes paramos para nadar um pouco na praia Brava também.

20h – Voltamos todo o caminho e o clima estava uma delícia, sem muito calor, nem frio, sol e céu bonito, tudo na medida certa. Tomamos banho, vimos algumas fotos que adoramos e fomos comer numa rua em que se fecha para colocar as mesas e cadeiras no meio da rua para as pessoas comerem as coisas típicas (pescados, lagostas e etc…). Como tudo é um pouco caro pra gente, procuramos promoções e coisas mais baratas e optamos por hamburgueres, um de camarão para Carina e um de pescado para mim. Compramos um galão de água em seguida e voltamos para dormir.

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Dia 9 (16 de Junho) – Guayaquil – Galápagos

7h – Acordamos e logo pegamos um Uber da hospedagem até o Aeroporto. O voo para Galápagos é um pouco mais complicado mesmo sendo no mesmo país em que já estamos, pois necessita tirar das suas bagagens qualquer tipo de plástico. Tivemos que tirar todas as sacolinhas que usamos para separar roupas sujas, tenis e etc e jogar fora. Passamos com tranquilidade pela revista das mochilas, mas ao nosso lado uma mulher foi parada com uma mala repleta de pão de forma, carnes e mais comidas que não podem ingressar na ilha. 

11h – Depois de um voo de 2hs e meia, pousamos na Ilha de Baltra, uma pequena ilha onde só tem um aeroporto e nada mais. Galápagos é um arquipélago, ou seja, um conjunto de ilhas e é o ponto mais Oeste que já fomos no planeta, aqui temos 3 horas a mais que no Brasil, ou seja, se aqui são 11h, no Brasil já são 14h. 

15h – Depois de passar de uma ilha para a outra, saímos de Baltra para Santa Cruz, nossa primeira parada. um ônibus, uma balsa e outro ônibus até a cidade de Puerto Ayora onde nos hospedamos e partimos para a Estação Charles Darwin ver como os biólogos cuidam da espécie mais famosa do arquipélago, as Tartarugas Galápagos (ou gigantes). 

Imagine uma tartaruga do tamanho de um bezerro. São grandes e pesadas e o único lugar do planeta onde vivem é aqui. Em cada ilha de galápagos havia uma espécie, porém desde 1700 marinheiros e piratas levaram mais de 200 mil tartarugas embora (para comer e outras coisas) e algumas espécies já não existem mais. O trabalho da Estação é fazer com que as espécies que sobraram consigam se reproduzir e reabitar as ilhas.

Visitamos também os restos mortais do Solitário George, a última tartaruga da sua espécie, que morreu em 2012 com mais de 100 anos. 

19h – Voltamos para a cidade, vimos as vendinhas, o movimento e a avenida principal que é muito bonita, sossegada e onde comemos antes de voltar, tomar banho e dormir. Aqui começa nossa aventura pelas ilhas mais distantes da América: Galápagos, o lugar onde Darwin desenvolveu a teoria da Origem das Espécies e de como evoluímos até o Homo Sapiens. 

Dia 8 – (15 de Junho) – Puerto López

7h30 – Apesar de tímido, o Sol resolveu aparecer com muitas nuvens, mas estava bem melhor que no dia anterior. Tomamos café e pegamos um táxi até a entrada do Parque Nacional Machinilla, na entrada de Los Frailes (lugar que queríamos conhecer). 

9h30 – Começamos uma trilha de 3km no meio de um lugar árido e com árvores secas mas com flores rosas. Elas secam e perdem todas as suas folhas para se proteger da seca e quando chove elas se enchem de folhas novamente, no entanto, a flor surge na seca e é alimento para as abelhas que fazem um mel com um sabor diferente.

A trilha não é difícil, mas como dá na praia, fomos com calçado de praia (chinelo e sapatilha de mar) e isso nos faz andar mais devagar. Como não tinha tanto sol, estava gostoso para caminhar e conforme você sobe chega a mirantes maravilhosos de onde vê as praias e os rochedos de cima. Vimos a Praia Preta, a Praia da Tortuguita e a praia de Los Frailes onde ficamos nadando mais tempo. 

São praias limpas e o único comércio fica a 100m da praia, havendo um controle para que não se entre na praia com bebidas alcoólicas, cigarros e etc. O resultado disso é uma praia paradisíaca, deserta e com água bem transparente! Sem esgoto, sem lixo e sem barulheira.

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15h – Voltamos para o quarto de Tuk-Tuk e arrumamos as coisas para partir. Conversamos novamente com Paolla sobre várias coisas e ela se mostrou como a pessoa mais hospitaleira e simpática que encontramos até então. O Equador possui pessoas muito simpáticas e o jeito latino é sempre mais acolhedor do que o europeu, que costuma ser mais seco e formal. 

Pegamos o ônibus de 4 horas até Guayaquil e nos hospedamos na casa de uma senhora equatoriana. Era uma casa bem grande próxima do terminal e do Aeroporto. 

Dia 7 – (14 de Junho) – Puerto López

7h30 – Acordamos e arrumamos as coisas para ir para uma praia bonita da qual nos falaram, porém fomos tomar café e perguntar sobre as baleias. Como o tempo não estava bonito para ir pra praia, resolvemos mudar o roteiro e deixar a praia para amanhã e irmos ver as baleias. Para ir neste barco nos custou $25 dólares cada, mas já sabíamos que o preço era este e na verdade pagamos $5 dólares mais baratos. Quantos reais será que pagamos e economizamos?

11h30 – Depois de correr de volta para nosso quarto e pegar as câmeras que tínhamos deixado lá, voltamos correndo para o mole (de onde saem os barcos) e ingressamos no barco Rosita. 

Depois de navegarmos e logo de cara avistarmos um Piquero de Pata Azul (pássaro com as patas azuis), passamos cerca de meia hora no mar até que avistássemos as primeiras baleias espirrando água. São animais enormes, só o filhote que acabou de nascer tem 4 metros, já as mães, pesam 40 toneladas e produzem o equivalente a 100 galões de leite por dia. Sim, as baleias são os maiores mamíferos do mundo e são diferentes dos peixes e tubarões em muitas questões, como a reprodução, nascimento, amamentação, hábitos e por precisarem ir a superfície respirar.

Sempre que víamos as baleias Jubarte (espécie que vimos) o guia do barco nos dizia que elas demoram de 5 a 20 minutos para voltarem para respirar de novo. Tivemos a sorte de ver dois saltos incríveis, porém tivemos o azar de não conseguir fotografar ou filmar todo ele devido a surpresa. Elas simplesmente pulam de você não faz ideia de onde ela irá surgir no mar. Ver animais como estes é sempre emocionante e nos dá uma sensação diferente. É encantador. 

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15h – Depois das baleias, pudemos nadar perto das pedras e ver alguns peixes azuis enormes e bonitos, mas nos entristeceu um pouco vermos que debaixo da água é visível ver restos de plásticos (sacolas, embalagens, papéis) flutuando e em alguns casos sendo comidos por peixes filhotes. Deu pra ver com os próprios olhos como a poluição mata a vida no mar e fora dela. O problema do lixo não é só no mar, como anda a escola? Consideram ela um lugar limpo e livre de lixo? Como ficou a escola depois da festa junina? 

20h – Descansamos no quarto, enquanto a Carina assistia o último episódio de Casa de Papel no celular eu separava as fotos e filmagens que havíamos feito das baleias. A noite, saímos para comer em um lugar que estava passando o jogo Brasil e Bolívia pela Copa América (os equatorianos gostam muito de futebol, talvez mais do que os brasileiros atuais). Por causa do jogo, ganhamos um copão de caipirinha grátis, mas não somos de bebida alcoólica, portanto só experimentamos (e fizemos careta). Hora de dormir e esperar pelo sol no dia seguinte.

Dia 6 – (13 de Junho) – Riobamba – Guayaquil – Puerto Lopez

7h – Acordamos, tomamos café e fomos ao terminal pegar o ônibus para Guayaquil, porém antes tiramos uma foto da cidade de Riobamba com o gigantesco vulcão Chimborazo atrás. 

13h – Chegamos em Guayaquil, comemos algo rapidamente e as 15h já estávamos indo para Puerto Lopez, totalizando 9 horas de viagem no total. Ou seja, foi um dia quase todo viajando, saindo das montanhas de neve do norte para as planícies costeiras no oeste do equador depois de descer montanhas e mais montanhas em curvas sem fim. 

 

20h – Já em Puerto Lopez e de noite, chegamos no lugar onde nos hospedariam, porém não havia ninguém e esperamos por meia hora até que apareceram duas francesas e uma alemã. Elas também eram hóspedes mas nos ajudaram a ir até nosso quarto. Na verdade, apesar de parecer uma grande casa, estamos hospedados numa escola de Espanhol e Inglês chamada Clara Luna e depois de tomar banho, encontramos a dona, Paolla, uma equatoriana muito simpática que ficou um bom tempo conversando com a gente. Nos contou dicas sobre os lugares daqui, sobre o Equador, sua vida e também nos ouviu falar do Brasil depois demonstrar certa preocupação com a política daqui. É que há uma crença de que tudo o que acontece nos EUA, se repete no Brasil, e em seguida se reflete no resto da América do Sul.

Bom, como viram, não houve muita coisa hoje, então resolvemos escrever um pouco sobre o Equador:

  • O Equador tem este nome porque sua capital, Quito, é conhecida por ser o lugar onde passa a linha do Equador – que separa o planeta em NORTE e SUL. Estivemos lá em 2015 e nesta foto, Carina tem um pé no Sul e outro no Norte! 
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  • Só existem dois países que não fazem fronteira com o Brasil na América do Sul e o Equador é um deles, o outro é o Chile. O Equador também é um dos menores países do continente, mas na Geografia, tamanho não é documento, já que mesmo sendo pequeno o país é dividido em quatro áreas: a Amazônica (de florestas e rios), a Avenida de Vulcões dos Andes (montanhas de neve e vulcões ativos), a planície costeira com suas praias e as famosas Ilhas Galápagos.
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  • Acima, o Vulcão Cotopaxi (ativo) e abaixo a lagoa do Vulcão Quilotoa (extinto).
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  • Aqui se fala espanhol, mas as pessoas que descendem dos Incas, podem falar o Quechua também. 
  • O país junta dinheiro com o comércio de quatro principais produtos: Ouro, Prata, Petróleo e Banana. 
  • Nas montanhas há muita gente ainda vivendo como antigamente, sem luz, chuveiro elétrico e televisão, usando roupas típicas bem diferente do restante da população e vivendo praticamente da agricultura nas montanhas. É muito comum encontrá-los nos ônibus em que viajamos. 
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  • No Equador as escolas são parecidas com o Brasil, mas aqui todas exigem uniformes: algumas, como as católicas, possuem algumas diferenças como a obrigação das meninas usarem saias com meião. Nesta foto abaixo, a Carina caminha ao lado de crianças que voltavam da escola (detalhe: elas moram na boca da cratera do Vulcão Quilotoa).
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23h – Fomos dormir para nos preparar para conhecer novos lugares deste país encantador chamado Equador! Estamos adorando ler seus diários de bordo também… obrigado pelas perguntas e pelos diários!

Dia 5 – (12 de Junho) – Riobamba – Chimborazo

6h – Acordamos nesse dia 12 já sabendo que o dia dos namorados aqui não é dia 12, e sim 13 de Fevereiro, dia de São Valentim. Por outro lado, o dia dos pais está próximo por aqui, é em Junho e não em Agosto, como no Brasil. Sabendo disso, tomamos café (que dessa vez nos deixou até cheios demais). O café aqui geralmente é um pão na chapa com queijo, ovos mexidos, uma fruta, um suco e uma bebida quente (café, chá ou chocolate). 

8h30 – Pegamos um ônibus para o Parque Nacional Chimborazo e saímos aos poucos do nublado para o sol com nuvens. Ao descer, estávamos nos pés da maior montanha do Equador, com 6200 metros de altitude. E iríamos subir até o segundo refúgio de alpinistas, enfrentando frio, vento e a altitude, que deixa o pulmão sem ar. Subimos um trecho de carona e seguimos até a lagoa Condor Cochoa, que fica depois do segundo refúgio (lugar onde os alpinistas se preparam para escalar até o topo), a mais de 5200 metros. 

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11h – Carina estava com dificuldades para subir, pois a subida é sempre mais difícil pra ela, e sem ar fica mais ainda. Em alguns lugares altos que fomos no Peru e no Chile ela não conseguiu chegar até o final. Mas, quando eu já estava lá em cima me preparando para descer e encontrá-la no refúgio, ela apareceu subindo. Estava feliz e satisfeita e nos divertimos vendo a paisagem, tirando fotos e jogando bolas de neve um no outro – quando bate na cabeça dói! Mas aqui o maior presente é você ficar um longo tempo só contemplando a beleza que é o nosso planeta! 

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Este vulcão está extinto. Quer dizer que não solta mais lava. No entanto, nem por isso ele deixa de ser perigoso. No começo da subida há um pequeno cemitério de montanha, onde estão as lápides dos que morreram tentando subir. Como morrem? Bom, alguns morrem de hipotermia (quando o nosso corpo esfria e nossa temperatura cai para menos de 35 graus), outros morrem do mal da montanha (lugares com muita altitude e frio causam problemas nos pulmões), outros acabam morrendo por se acidentarem na montanha, como cair de penhascos e ou em gretas (buracos no gelo). Por isso é normal prestar homenagens na montanha aos que tentaram subir mas não conseguiram. As montanhas, assim como o mar, são lugares que necessitam de todo o cuidado sempre.

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Na volta, tínhamos de descer e pegar o ônibus para a cidade, mas ele não passava e ficamos a esperar no frio (começou a gear) junto das vicunhas, animais comuns por aqui. Carina quase passou mal de frio, mas cinquenta minutos depois o ônibus chegou e nos aquecemos de novo.

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15h – Estávamos de volta à cidade de Riobamba, onde tomamos banho – Carina pegou água quente e eu tomei  banho gelado, já que ela usou toda a água quente! O sol agora voltou pra cidade e pudemos ver todas as montanhas que cercam Riobamba. Ela é cercada por três vulcões: Chimborazo (o maior de todos e extinto), Sangay e Tungurahua (um vulcão bem ativo que expele lava e fumaça de ano em ano e que pudemos ver em 2015, quando estivemos numa cidade chamada Banhos, do outro lado das montanhas que vemos agora).

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19h – Fomos a um mercado comprar algumas coisas pra comer, já que não achamos nenhum lugar legal. Fizemos humitas (parece uma pamonha salgada que se aquece no microondas) e empanadas chilenas (muito parecido com o pastel que compramos nos mercados daí) e tomamos refrigerantes daqui, já que não bebemos bebida alcoólica. Carina também comprou frutas típicas daqui: naranjilla, granadilla, pepino-doce e tomate-de-árvore. Granadilla parece um maracujá docinho e a naranjilla parece um limão com pimenta, não muito bom… os outros não comeu ainda. 

20h – Conversamos com a professora Natália pela internet e pudemos responder às mensagens de alguns alunos do 4 ano A e rir com alguns palpites do 3 ano B.. infelizmente não fomos à casa do Michael Jackson, mas felizmente o nosso lugar especial foi um lindo vulcão cheio de neve, paisagens e histórias que ficarão pra sempre! Agora é dormir, pois amanhã iremos viajar longas horas até o próximo destino: Puerto López – e se tudo der certo, teremos outro lugar especial daqui dois dias.

Dia 4 – (11 de Junho) – Cuenca – Riobamba

8h – Acordamos mais tarde para dormir um pouquinho mais hoje. Após um bom café, fomos visitar a torre da Catedral e ver como é a cidade vista de cima, e a Catedral vista por dentro. Ela é uma das maiores da América, mas foi projetada errada por um alemão. No final da sua construção, cancelaram as duas torres dos sinos, pois se seguissem o projeto do alemão, a catedral desabaria com o peso. Você já experimentou construir algo? De areia, bloquinhos, cartas, papel… será que consegue construir algo que fique de pé durante centenas de anos?

A catedral é gigante por dentro e por fora. Quando inaugurada teve 90 mil pessoas dentro (é mais do que cabe hoje nos estádios de futebol – ou então, é como se entrasse 4 vezes a população de Bom Jesus dos Perdões dentro da igreja).

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A região de Cuenca tem 600 mil habitantes no total e é a terceira maior cidade do Equador. 

11h – Andamos pela cidade, conhecemos o rio que corta a cidade (muito bonito, com suas margens de gramado) e que divide a cidade em sua parte antiga e a sua parte moderna, com avenidas largas. Carina entrou em um sebo de livros e comprou três livros de p_20190611_105536_effescritores equatorianos. 

 

Me impressionou como a cidade e principalmente o rio são tão limpos e fiquei pensando por que os rios, córregos e lagos de Perdões e Atibaia são tão sujos ainda. Que ideia você teria para o seu bairro, pelo menos, ser mais limpo e bonito –  uma ideia que dê pra todos fazerem?

12h – Fomos até o Mirador de Turi, um lugar alto na frente de outra igreja, onde se pode ver a cidade toda ainda mais de cima. No caminho encontramos um senhor passeando em um parque com suas 3 vacas. Sim, eram três vacas passeando no meio da cidade. Tentamos voltar para tirar foto, mas não conseguimos.

14h – Nos despedimos do alemão e sua namorada equatoriana e agradecemos pela ótima hospedagem. No terminal rodoviário pegamos um ônibus para Riobamba, nosso próximo destino, que custou 8 dólares cada, se multiplicar por 4 descobrirá quantos reais deu. E aí, achou barato?

20h – A viagem passa por lugares muito altos, acima de 4 mil metros, e isso nos faz passar por cima das nuvens, e vemos uma paisagem montanhosa maravilhosa, com as nuvens embaixo. Gostamos de lugares altos, pois no Brasil isso não existe. Somos um país baixo e plano, e apesar de sermos o maior da América do Sul, nosso pico mais alto não passa dos 3 mil metros de altitude. Já aqui, metade do país é nas alturas. Das seis horas de viagem, três horas foram dentro de neblina forte, é como estar dentro das nuvens, mas para quem dirige isso não é muito bom. 

 

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Chegamos a Riobamba com chuva, nos hospedamos em um lugar em que há duas meninas da França, e fomos comercial. O que tinha por perto era só sanduíche de frango, não somos muito fãs e a Carina nem comeu o seu inteiro, pois não estava lá muito bom. Tivemos de comprar um doce depois para tirar o gosto ruim da boca. Hora de dormir e torcer para que faça sol amanhã, afinal iremos a um lugar muito especial. 

Dia 3 – (10 de Junho) – Las Cajas e Cuenca

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7h – Mais uma manhã nublada, mas estávamos animados. Preparamos as coisas, tomamos um café muito bom em um lugar perto e fomos até o terminal de ônibus para irmos até o Parque Nacional Las Cajas (lê-se “carras”). Este ônibus custa 2 dólares. Sim, o Equador é o único país da América do Sul cuja moeda é o dólar (igual aos Estados Unidos) e para nós, brasileiros, isso não é muito bom.

Que tal um pouco de matemática?
1 dólar hoje está praticamente 4 reais, ou seja, nosso ônibus, que custou 2 dólares, em reais teria custado…?

Pois bem, aqui no Equador a toda compra que fazemos temos de pensar que estamos multiplicando por 4 para sabermos quantos reais gastamos, afinal, nosso salário é em real.

Querem um desafio matemático? No Brasil o salário mínimo é aproximadamente 1000 reais, e no Equador o salário mínimo é de 390 dólares. A pergunta é: qual salário mínimo é maior?

11h – Chegamos a Las Cajas e o visual é magnífico, mesmo sem sol, com lagoas enormes e montanhas pra todos os lados. Quando nos colocamos a caminhar, não esperávamos uma trilha com tanta lama -o Tück tomou um capote logo de cara. O tênis dele estava liso, e a partir do tombo foi preciso andar com muito cuidado por alguns quilômetros. 
Aqui também notamos a quantidade de pessoas do mundo todo circulando não só por Las Cajas, mas por Cuenca também, gente da Alemanha, Ucrânia, Rússia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Cuba… Aliás, estamos hospedados na casa de um alemão – no outro quarto, há um casal que, adivinhem, são alemães também. 

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13h – Estávamos no Bosque das Árvores de Papel! Essa árvore não era novidade pra gente, já havíamos visto em Llanganuco, no Peru, mas não agrupadas em um denso bosque. Ela tem esse nome pois seu tronco se desfaz como folhas de papel. 

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15h – Não conseguimos completar a trilha toda e tivemos de voltar. A lama não colaborou, mas de certa forma conseguimos ver todos os lugares que queríamos e saímos contentes. Aqui não tem a opção de andar com pressa, pois estamos a 4000 metros de altitude. Falta oxigênio, portanto, se você bobear e não cuidar da respiração, terá uma forte dor de cabeça – sem contar que fazia 5 graus de temperatura, com muito vento. Se para a gente é frio e alto, para as lhamas está tudo normal, são animais que se habituaram a viver em locais assim. Pudemos ver mais de cinco lhamas juntas e perto. 

17h – Voltamos para Cuenca e fomos para o Parque de la Libertad, onde um elevador de vidro nos levava para o alto, para que pudéssemos ver toda a cidade de cima. À noite voltamos para ver a mesma paisagem, só que com as luzes da cidade acesas.

20h – Depois de voltar ao centro da cidade, entramos dentro da enorme Catedral de Cuenca. É imensa e mesmo tendo sido construída errada, é espetacular! Caminhamos pela noite, comemos a pizza boa e barata de ontem novamente e voltamos pra dormir.

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Dia 2 – (9 de Junho) – Panamá – Equador

5h – Acordamos cedo para tomar um café reforçado e partimos para o aeroporto para fazer todos os trâmites de novo. Não é legal: você pega filas, fica confuso, pois cada aeroporto tem um jeito diferente, tem de passar pelos detectores de metal, tirar os sapatos, carimbar passaporte, tomar chá de cadeira… ser revistado não é legal. Mas aqui todos são.

12h – Nosso voo tranquilo pousou no Equador, saindo dos 36º do Panamá para os 30º em Guayaquil. Fomos recebidos por um mundaréu de gente que nos aplaudiu na saída do saguão. Demos muita risada e até filmamos, mas é claro que não era para nós. Estavam recebendo pessoas para uma convenção mundial de Testemunhas de Jeová e nos confundiram com os outros que estavam no mesmo avião que nós.

Antes dessa saída animada, fomos recebidos com mais alvoroço, palmas e filmagens.

17h – Depois de pegar um táxi e um ônibus, saímos da planície das praias e em 4 horas de viagem subimos uma serra gigante, mergulhando nas nuvens de baixo pra cima em uma neblina sem fim. Fomos até 3.850m acima do mar (a Pedra Grande fica a 1.200m de altitude) e ficamos na cidade de Cuenca.

20h – Nos hospedamos na casa de um alemão que há um ano e meio mora no Equador, conhecemos um pouco do centro da cidade e comemos uma pizza. Dormiremos cedo pois amanhã é dia de caminhar longos quilômetros a mais de 4 mil metros de altitude. Aqui agora 11º.

Dia 1 – (8 de Junho) – Panamá
9h – Saímos de Atibaia para o Aeroporto de Guarulhos, que parecia mais vazio do que de costume.

12h – Pegamos o voo saindo de Guarulhos para a Cidade do Panamá, mas o avião teve problemas no ar-condicionado e não decolou. Todos saíram do avião até que consertassem e decolamos às 14h.
São 6h de voo e o avião pode ser prático para longas distâncias, mas ficar sentado seis horas numa cadeira apertada não é tão confortável – assim como na escola, não é mesmo?
Quando se voa para o oeste, a sensação ao olhar o céu é de que a hora não está passando, é como se o Sol ficasse no mesmo lugar, mas isso é porque a Terra é redonda e viajar pro oeste é como esticar o dia em algumas horas.
No voo, para passar o tempo pode-se assistir a algum filme e cada um de nós assistiu a dois.

Tück reassistiu a um filme que adora: Interstellar.
Pousando na capital, Panamá City.

18h – Pousamos durante o pôr do sol no Panamá, onde faríamos apenas uma conexão, mas, como atrasou o voo, tivemos de ficar um dia aqui e partir para o Equador no dia seguinte (centenas de pessoas no voo perderam suas conexões por causa do atraso, cada um para um destino diferente). Nossa aventura começou meio atrapalhada, mas aventuras são assim mesmo e deve-se levar o imprevisto numa boa.

22h – Como o erro foi da companhia aérea e tivemos de ficar um dia não previsto no Panamá, ganhamos uma hospedagem grátis em um hotel bem grande, com janta e café da manhã. Aproveitamos e comemos bem, pois não costumamos ficar hospedados em hotel. Depois de ouvir uma dupla de salsa fomos dormir…

Sabem onde fica o Panamá? Ao atravessar a América do Sul toda rumo ao norte, você chega à América Central, e seu primeiro país é o Panamá, que divide dois oceanos: o Pacífico, mais alto, e o Atlântico, que é mais salgado e mais baixo.

Veja no mapa: onde moramos (casa), o Panamá, o Equador e, a oeste, as ilhas de Galápagos.
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