Cidade do México (CDMX)

Com quase 9 milhões de habitantes, podemos dizer que CDMX é a São Paulo do México, com suas diferenças, semelhanças, problemas e riquezas culturais. Vir pra cá e se embrenhar em suas ruas e museus é conhecer um pouco do estilo mexicano de viver a cidade, com a vida cosmopolita já bem distante da realidade costeira de Quintana Roo. E aqui vamos nós com as dicas, fotos e relato de como viemos parar aqui.

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Viemos depois de passar vários dias de agosto em Quintana Roo e Yucatán; contornando o vulcão Popocatépetl em um ônibus da ADO, chegamos à capital do país, Cidade do México, com seus 2200 m de altura.

A Cidade do México é o lugar ideal para se entender diversas políticas públicas do país: seu atraso em políticas sociais de diminuição da desigualdade lembra, em alguns momentos, o Brasil dos anos 1990. Infelizmente, um dos maiores problemas aqui são as pessoas em situação de miséria, como pedintes (muitas delas são pessoas com deficiências diversas, o que nos parece denunciar condições exploratórias de trabalho e falta de assistência social) e crianças em situação de exploração. O choque para quem vem de fora é grande e a nós, viajantes, cabe sempre a reflexão sobre tais políticas (principalmente para pessoas com menores condições e qualidade de vida) e o lamento instantâneo.

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O metrô é uma opção boa para se locomover entre os locais que irá visitar na cidade. E assim como em São Paulo, cada linha possui uma administração – algumas são bem feias e amontoadas, enquanto outras já contam com wifi, têm um aspecto melhor e provavelmente atendem a bairros mais nobres (como sempre…). O wifi do metrô nos ajudou, inclusive, em algumas situações necessárias.

O México, como poucos sabem, é o país com maior quantidade de tremores sísmicos do mundo (sim, acima de Japão, Indonésia e Chile). Portanto, é comum encontrar informações de emergência e de como agir em situações de tremores, já que o Popocatépetl, um vulcão ativo, está a poucos quilômetros de CDMX e Puebla.

Embora por aqui haja Uber, se você quiser aproveitar o metrô, reserve um Airbnb ou hostel perto de alguma estação mais central ou em bairro nobre (nós acabamos escolhendo uma opção mais afastada do metrô, o que nos dificultou um pouco, mas sem acarretar maiores problemas). Diferentemente de São Paulo, onde o centro costuma ser perigoso, por aqui o Zócalo é o lugar mais visitado e, portanto, costuma ser mais seguro, e conforme você vai se afastando dele começa a ter maiores preocupações. O bairro próximo à estação Chapultepec é ainda mais tranquilo (e muito mais caro também).

A Cidade do México foi construída sobre a antiga capital de um dos maiores povos do México; por isso, toda sua geografia foi modificada, pois originalmente o terreno estava sobre áreas pantanosas que alagavam, uma característica do cultivo de alguns alimentos. Andando pelo Zócalo, é bastante visível que algumas partes da cidade estão afundando. Pode-se ver um pouco mais dessa história no Museu de Antropologia e também nas ruínas no centro da cidade. Veja nosso vídeo abaixo!

O que ver/vimos por aqui?

O Museu de Antropologia do México é com certeza um dos museus mais impressionantes da América e nele existem alas sobre todas as culturas que formam a cultura mexicana. Recomendamos que você (se gostar de museus) vá mais de um dia para visitá-lo, pois é impossível vê-lo inteiro de uma vez só. No primeiro dia em que fomos, vimos também uma exposição enorme sobre Budismo, com inúmeros itens tibetanos, indianos, chineses e japoneses sobre essa filosofia/religião. Viu nosso post sobre o filme “Museu” e o maior roubo da história do México?

Felizmente para nós foi de graça entrar neste museu, porque estava rolando uma greve entre os trabalhadores. Lá, essas manifestações parecem ser adeptas do “catraca livre”, que é quando o museu abre normalmente, com seus funcionários a postos, porém não cobram a entrada como forma de protesto. Para nosso bolso, foi bem legal (cada ingresso é 75MEX).

Próximo ao Museu, há um grande parque onde se podem ver esquilos a todo momento, alimentá-los e tirar uma fotinho simpática. Neste parque, muito arborizado, as pessoas se reúnem para curtir o dia; nele também há um zoológico, um mirante no lago, arredores com muitos prédios públicos (como um anfiteatro enorme), e acesso a outras estações do metrô.

 

Além do metrô, existem também ônibus elétricos – Metrobus – que seguem uma linha quase que reta entre diversos bairros. Nós ficamos em um Airbnb próximo à estação Doctores, da linha verde (8), e pegávamos a rosa (1) para irmos a estações como Salto Del Agua, Chapultepec (próxima ao Parque) e a Observatorio (esta última, na linha laranja). Da estação Tasqueña (terminal Sur)  saem ônibus para cidades perto dos vulcões e também para Teotihuacan. Mas sempre que tiver um destino em mente, pergunte de onde sairão os ônibus para que não haja confusões.

Íamos à feira de instrumentos musicais de Tasqueña, mas lemos só coisas negativas falando da quantidade de trambiqueiros que existem por lá, então acabamos tirando do roteiro, já que de certa forma aproveitamos bem uma Feira de Culturas Indígenas na Praça de Armas no centrão de CDMX. Era uma feira bem grande, com coisas baratas, comida de tudo quanto é lugar do México e atrações bem interessantes. Praticamente um evento de resistência da cultura indígena e interiorana do México – bem bonito de se ver. Na prática lembra um pouco o evento Revelando São Paulo (pra quem é de SP), só que com proporções nacionais.

Dicas!

  • Pegue um mapa do metrô e saiba em quais estações descer para visitar os lugares interessantes.
  • Em CDMX já há Uber, mas sai mais caro que o metrô.
  • Em alguns lugares é preciso ficar mais esperto em relação à segurança.
  • Compre em supermercados e conveniências, que são os mais baratos depois das feirinhas e vendedores de rua.
  • É normal servirem tamales (uma pamonha salgada e apimentada) pela manhã nas calçadas da cidade, além das barraquinhas matutinas com sanduíches e bolos. Dá para comprar o sanduíche de presunto do Chaves também – é só pedir uma torta de jamón e ser feliz com a pimenta 🙂
  • Só usamos Airbnb, mas pesquise as estações próximas da hospedagem.
  • CDMX é meio fria até no verão, devido à sua altitude de 2200 m acima do mar.
  • Ir ao parque nacional do vulcão Popocatépetl é mais viável saindo da cidade do México rumo à cidade de Amecameca de Juárez.
  • Apesar de ser capital, o câmbio aqui era menos vantajoso do que em Playa del Carmen.
  • O metrô nos custou 5MXN e o metrobus, 4MXN cada passagem (2018) – muito mais barato que o valor cobrado em São Paulo, por exemplo.

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