Torres del Paine – Chile

Considerado o melhor Parque Nacional do mundo pela VirtualTourist em 2013, Torres del Paine tem montanhas de granito, lagos, glaciares, trekking e paisagens incríveis. Situado na região de Magalhães e Antártica Chilena, no extremo sul do Chile, próximo a Puerto Natales, o Parque faz parte da Rota do Fim do Mundo e lá fomos nós então, fechar nosso mochilão 2017 com chave de ouro e muitas, muitas fotos!!!


Fizemos Torres del Paine em apenas dois dias por questões de tempo e dinheiro: eram os nossos dois últimos dias de viagem e nosso dinheiro se esvaiu pela Argentina. Preferimos não acampar – pois não é nosso forte – e, como estávamos sem equipamento, tudo ficaria caro (alugar, comprar…). Mas a opção de acampar é superválida pra quem já tem seus equipamentos… e se tiver tempo, valerá a pena com certeza!

1° Dia

No primeiro dia fomos ao Mirador de la Torre, principal mirante das Torres del Paine. Fizemos o trekking com poucas informações; as que tínhamos nos ajudaram muito… já as que nos faltaram, fizeram falta! hahaha…

√ 1ª Dica: Se for ficar mais de um dia no Pq. Nacional ou se for em um dia e voltar no seguinte, peça para carimbarem seu ingresso para que não precise pagar duas vezes a entrada de CLP21000 por pessoa. Sim, tem que pagar, diferente de Chaltén, mas é um ótimo investimento.

√ 2ª Dica: Se for fazer o trekking até o Mirador de la Torre em um dia, pegando o bus de Puerto Natales, saiba que é bom comprar o bus antes para garantir. É relativamente barato. Ele sai às 8h de Puerto Natales e, na volta, às 19h45 da entrada de Torres. Há um transfer que te leva da entrada até o local onde começa o trek, ficam os campings e hostería: CLP3000 cada tramo.

√ 3ª Dica: Calcule MUITO BEM o tempo. Esse foi nosso problema. O cara do hostel nos falou que fez o trek em 2h, mas até os que iam bem na trilha não levavam tão pouco tempo; ou o cara era muito apressado ou já foi zilhões de vezes. É um trekking puxado, de nível médio/difícil, mas que fica mais complicado quando se tem um tempo limite, o que era nosso caso!

Bom, voltando do início, pegamos o bus para Puerto Natales saindo de El Calafate pela empresa Bus Sur por CLP20000. A viagem dura aproximadamente 4h, é bem tranquila e com boas vistas, inclusive do Pq Nacional, que fica no meio do caminho e pode ser avistado de muito longe (em torno de 50 km) se o céu estiver limpo! Recomendamos a empresa Bus Sur (chilena) – o ônibus era limpinho, tinha um banheiro usável e o lanchinho era bom! Na volta (de Puerto Natales para o Calafate) fomos com uma empresa argentina, em um ônibus piorzinho e sem nada de lanche.

Chegamos a Puerto Natales e fomos ao hostel Backpackers Arkya, com quarto compartilhado por CLP10000/dia por pessoa. Apesar de ser a cidade mais ao sul que fomos (é perto do fim do mundo hahaha) passamos calor, pois o vento parou e a temperatura subiu um pouco – inclusive à noite, com o aquecedor ligado, chegamos a suar bicas no quarto! Apesar de razoável, o hostel tinha dessas incoerências – como a porta de acesso para a rua, que fica trancada durante a noite… tentamos abri-la um dia em que acordamos mais cedo, mas só deu certo quando alguém, do outro lado, deu uma bica nela – e aí descobrimos que tinha quebrado o trinco por dentro hahaha!

Com o ônibus já comprado no próprio hostel, acordamos e fomos direto ao terminal. Nosso hostel ficava na Arturo Prat, pertinho do centro e tínhamos de andar 10 quadras mais ou menos até o terminal na Simón Bolívar. Lá, compramos um sanduba de jámon y queso por CLP1000 na banquinha do terminal e pegamos nosso bus.

Tudo bem nublado e quando chegamos à entrada do Parque Nacional… tcharannn!!! Chuva e fila atrasaram todo o trâmite. Perdemos uma hora preciosa aqui até conseguirmos ver as orientações, pagar a entrada e pegar o transfer até o lugar onde começa a trilha rumo ao Mirador de las Torres.

Aqui começa-se a andar e no começo é tudo bem plano até a ponte, de onde começam as subidas. O começo tem uma subida moderada e longa; aí começamos a ver o sol! Subimos, subimos… até o penhasco que beira o rio, depois desce até o acampamento (que é a metade do caminho).

Depois daqui a trilha fica mais fechadinha e como estava sol, gostosa, mas a única coisa que cansa um pouco é que a cada 20m que subimos, descemos 15m em seguida. Isso torna o percurso um pouco cansativo! Com muitas cachoeiras no caminho, leve uma garrafa média apenas – dá para ir recarregando ao longo do dia.

Nosso problema começou no último e mais difícil quilômetro. A Carina estava cansada, mas conseguiria tranquilamente se não estivéssemos com o tempo meio contado. Começamos a subir perto das 11h e na última parte já era perto das 15h. Teríamos que subir até o final e depois descer voando para conseguirmos o bus pra Puerto Natales (aqui é a vantagem em acampar! hahaha).

Depois de passarmos por uma raposa e continuarmos subindo, a coisa ficou mais pesada e nos separamos, para ela descansar com as mochilas e eu seguir até o final (sem carregar peso) pra compensar todo o esforço! São uns vinte minutos de subida pesada sem parar até chegar ao lindo Mirador de las Torres!!! E apesar da nossa dificuldade, tem velhinhos, crianças e todo tipo de gente subindo e descendo. A trilha só fica MUITO complicada quando se tem pouco tempo e uma única opção de transporte – nosso caso. Vimos inclusive um grupo de japoneses bem velhinhos muito feliz por ter completado a subida.
Chegando lá, o visual é incrível, a água é incrível (inclusive pra beber) e, com a sorte que não tivemos no Fitz Roy do Chaltén, estava com o céu aberto e sem nada de vento! Câmera na mão, hora de tirar fotos e curtir a paisagem mesmo que por um tempo mais curto do que desejava. Nessas horas o timer sempre fica nosso amigo nas fotos, mas também deu para trocar ideia com dois coreanos que também pulavam hahaha para tirarmos fotos uns dos outros. 😉

Na hora de descer, o que pega é o final, que tem subidas novamente e descidas intensas – o que torna tudo muito longo! Com os pés bem doloridos pela velocidade como descemos sem descanso, chegamos ao começo da trilha por volta das 18h30 e com o transfer voltamos ao lugar onde ficava o bus! Tudo doendo… mas com uma bela experiência! Hora de voltar pra cidade e comer um Barros Luco em qualquer canto aí hahaha… Ah, no final da descida, Carina se deparou com a raposa bem pertinho da gente. Confessamos: é difícil não se lembrar do Pequeno Príncipe!

2° Dia – Full Day
Queríamos fazer esse tour para conhecer o parque todo e seus visuais, mas na noite anterior a notícia de que estava tudo fuuuulll nos preocupou. Deixamos para comprar depois porque não tínhamos certeza se iríamos fazer o passeio ou não… e, no fim, todos os tours para lá estavam lotados. O dono do hostel começou a ligar pra tudo quanto é gente, amigos e tudo mais e nos conseguiu um carro que faria o mesmo percurso, só que mais caro.

Era mais caro que o bus, mas depois descobrimos que era bem melhor, porque pudemos ir a muito mais lugares. Com calma e bom papo, já que eram dois senhores (Maurício e Hector) que faziam tudo com muito gosto e aquela boa e velha hospitalidade chilena. Fomos com Maurício e, no outro carro, estava uma família chilena da região de Calama.

No começo ficamos meio cabreiros… primeiro porque estava tudo nublado de novo. Nosso primeiro point foi uma Laguna que até poderia ser bonita, mas com sol… sem ele, ficou meio sem graça. Depois, o guia nos levou até a Villa Cerro Castillo, povoado onde fica a fronteira com a Argentina, mas não íamos atravessar, foi apenas para nos mostrar coisas da história de lá, sobre os cavalos, ovelhas, povos originários e etc… Só vimos a importância dessa parte do tour ao conhecermos mais os dois senhores. Até então, estávamos com medo de ser um passeio muito “turistada”, sem liberdade para conhecer de fato as paisagens.


Daí chegamos ao Pq. Nacional e começamos a passar por diversos miradores. Lago Toro, Lago Sarmiento, Lago Grey, Glaciar Grey, Salto Paine, Pehoé, Mirador de los Cuernos… lugares muito lindos! Começamos já tendo sorte na entrada do Parque em que nos deparamos com um casal de condores voando rumo às Torres! E vimos também guanacos, ñandús, raposas…. Fizemos também uma caminhada de 1h até o Mirador Grey (paisagem bem diferente do resto do Parque Nacional) e uma de poucos minutos até o Salto, uma cachoeira com uma bela vista para as Torres.

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Nos custou um pouco mais, mas valeu a pena sim. Sem contar que o sol e o vento nos ajudaram novamente! A quantidade de fotos foi enorme, porque eram vistas muito diferentes sempre e dava pra curtir tranquilamente. Claro que quem tiver acampado pode ver o mesmo, mas terá que ter muito tempo e pé, pois alguns lugares estão fora do circuito W ou outros do Parque.

E na volta, ainda ganhamos um bônus: Nosso caminho não foi o mesmo da ida e cortando estradas no meio das montanhas – baita vista – fomos parar na famosa Cueva del Milodón, um lugar importante para Puerto Natales, pois foi onde descobriram uma caverna onde viviam não só homens pré-históricos, como também um animal pré-histórico chamado Milodón: uma preguiça do tamanho de um urso. Passeio simples (a entrada é meio cara… ¬¬) mas divertido para fechar o dia e logo que chegamos fomos recebidos por uma águia!

Na verdade não havia acabado, pois descemos na costanera de Puerto Natales perto das 20h para ver o pôr do sol, curtir e tirar fotos da cidade. Depois ainda foi hora de abastecer a mochila e comer algo. Ah, não se esqueça, aqui, no verão, o céu só fica totalmente escuro lá pelas 23h. E isso é o maior barato!

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2 comentários em “Torres del Paine – Chile”

  1. Que demais!!!!! Obrigada pelas dicas incríveis e pelas fotos estonteantes! Agora é voltar p meu roteiro é remanejar tudo Haha. Pergunta: qua To tempo vocês ficaram em cada cidade?

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