El Chaltén

Chegamos em El Chaltén pelo bus da Chaltén Travel, que sai às 8h da manhã de El Calafate. Cada passagem sai por ARG$450, mais 10 pesos de taxa de rodoviária. 


A viagem é muito tranquila e o caminho muito lindo, passando pelos lagos Argentino e Viedma. Se puder, posicione-se nas poltronas da frente (se for bus de dois andares) ou à esquerda, pois quando a estrada embica para Chaltén pode-se ver os montes Fitz Roy e outros a larga distância!!!

Chegando em Chaltén, o bus  para no centro de informações turísticas, onde todos os visitantes recebem dicas de quais trilhas é melhor fazer de acordo com o tempo, além de informes de como ajudar a preservar a região. No nosso caso eles erraram duas vezes a previsão do tempo haha 😂… mas dizem que a Patagônia tem um dos climas mais imprevisíveis mesmo 🙂

Como chegamos por volta das 13h, fomos diretamente ao hostel que reservamos no Booking, localizado na parte norte da cidade. Vimos depois que a localização é ótima, porque fica do lado das trilhas maiores e mais bonitas. Apesar de os hotéis bonitos e caros ficarem na entrada da cidade, aparentemente são os da parte nova da cidade os mais bem situados… Ficamos quatro noites no hostel La Luna Country por $18 dólares cada diária por pessoa. São quartos compartilhados, mas tudo é tranquilo e funcional. Foi a primeira vez que testamos dividir o quarto com desconhecidos, mas a sensação de segurança foi grande!

É bom ter em mente que os preços em Chaltén são mais altos, por ser uma cidade muito pequena e turística; então, se puder trazer comida de outro lugar, melhor. Aqui o mercado mais em conta é o La Tostadora Moderna no sul, entrada da cidade. Há outro mercadinho maior ao norte, próximo à ruta 41.

Ok. Vamos ao que interessa. Os lugares para conhecer.


Laguna Torre

O caminho começa próximo ao nosso hostel, ao norte da cidadezinha, e tem 9km de ida. Dobre essa distância se não for acampar. Fizemos a trilha saindo às 14h com sol, muito vento, mas ótima visibilidade. O primeiro quilômetro é de subida leve e logo te leva a um dos belos miradores. Daí pra frente o caminho fica mais plano e passa por paisagens muito bonitas!  No último km é que temos subida novamente; se for até a Laguna Torre, é um caminho até tranquilo; se for seguir até o Mirador Maestri terá mais alguns minutos de subida por pedregulhos contornando a bela lagoa. De lá você terá a vista frontal do Glaciar Grande, e da Laguna a vista frontal do Mt. Torre.

Fique atento aos animais, pois você pode avistar algo raro a qualquer momento. Em nosso caso, um par de águias curiosas nos sobrevoou hahah… Eram águias muito safadinha, que pareciam estar em busca de nossos salgadinhos hahah…

Outra dica é levar uma garrafa média de água (500ml a 1l), pois você pode ir tomando e recarregando no rio ou no lago a qualquer momento. E a volta tem o mesmo grau de dificuldade da ida, por isso calcule bem o tempo. E curta muito o visual, pois é lindo, e se estiver de boa no vento aproveite, pois quando ele vem forte você até perde o equilíbrio!

Laguna de Los Tres 
Essa trilha sai pelo lado norte da cidade próximo da ruta 41. Aqui você irá precisar de mais tempo, pois são 10km, com média de 5h ida e 4h volta. O começo tem um quilômetro de subida moderada, que leva ao Mirador Río de las Vueltas. Ele te dá um visual legal das montanhas do Norte e das curvas do Río de las Vueltas. Seguindo viagem por mais 3km, o terreno fica gradativamente mais fácil até chegar na Laguna Capri e seu acampamento. Visual bonito e lugar de recarregar água e sua energia.

Durante a trilha você pode optar por alguns outros caminhos e todos são muito bem sinalizados e sem chance de se perder, ao menos no verão.

A partir da Laguna o caminho segue até mais fácil, passando pelo Mirador Fitz Roy (tire foto na ida porque na volta pode ser que não esteja mais visível hahah). Depois, a rota segue até o acampamento Poincenot e daí pra frente prepare pernas, pois, para quem não acampa, justamente quando estiver mais cansado é que enfrentará o caminho mais tenso.

O último quilômetro tem 700m de desnível sobre pedras soltas em zig-zag. Mas o que ferra mesmo é o vento que não perdoa. A maioria das pessoas que conhecemos não completou essa parte justamente devido ao vento. Ele é gelado e pode facilmente te derrubar. Mas não desanime, se ver outras pessoas subindo e não vier nenhum guarda do parque avisar pra descer porque o baguio tá tenso, siga! Em 1h você chega.

Daí pra frente é torcer pro vento diminuir, o sol aparecer e a visibilidade ser legal. No nosso caso a torcida não serviu hahahah… Mas chegamos. O visual é lindo, mas confessamos que ficamos pouco mais de vinte minutos pois estava muito, muito frio, chuviscando gelo e com o vento fortíssimo arremessando gelinho e pedrisco na cara ☺. Algumas partes do rosto chegavam a ficar até um pouco dormentes…

A descida é mais tranquila, apesar de escorregadia, e a volta também. Calcule bem o tempo e se proteja usando protetor e corta-vento. Completamos toda a trilha  em 11h porque paramos pra fazer fotos e vídeos, além do vento forte que atrasou um pouco a caminhada.

Fique atento para observar os animais! Vimos uma lebre enorme pulando pelo campo, mesmo antes de começarmos a trilha! Ela escalou uma montanha de pedra melhor que gato hahah.

Chorrillo del Salto
A mais fácil de todas as trilhas, e talvez seja a que você mais conseguirá curtir de boa no final. Ideal pra fazer em meio dia ou quando lhe sobrarem dias na cidade.

Ela começa pela ruta 41, no mesmo lugar da do Mt. Fitz Roy. Tem 3km e logo te leva a uma cachoeira linda. Embora tenhamos pego muito vento na ida, ao chegar não tem vento – e, se tiver sol, curta e tire uma soneca com o som da água.

1h pra ir e outra pra voltar!

Miradores Los Cóndores y Las Águilas

Estas trilhas saem no lado Sul, pela ruta 23, entrada da cidade. São de subida, porém bem curtas. Tivemos sorte de ver dois condores voando logo na subida, depois que chegamos ao topo do primeiro mirador, e quando descíamos também vimos outro. Para os andinos o condor é um animal mitológico e sagrado, para a ciência é o maior de envergadura e o que vive nas altitudes mais elevadas, e corre risco de extinção.
A vista do mirador Los Cóndores é linda, e mistura a vista da cidade com a de todos os montes.

Já no Mirador Las Águilas a vista é do Sul, para o enorme Lago Viedma e suas planícies.

Outros
Existem outros passeios pra quem dispor de mais tempo e dinheiro. Laguna Toro, Loma del Pliegue Tumbado, Piedra del Fraile, Laguna del Desierto, Glaciar Piedras Blancas e a Bahía Tunel são lugares que parecem belíssimos, mas que necessitarão de mais tempo e recursos. Se desejar, pesquise por esses nomes que certamente encontrará informações, já que El Chaltén é considerada a capital argentina do trekking, muito bem estruturada.

E a cidade?
É bonita, pequena e cheia de referências aos mochileiros, trilheiros e alpinistas. Sem contar que a cidade só tem mochileiros pra todo lado.

Em nosso hostel havia muitos europeus e, dentre eles, alpinistas que buscam pelas montanhas verticais da Patagônia argentina. O Mt. Torre, por exemplo, é considerado um dos mais difíceis de escalar, senão o mais difícil do mundo.

Hora de seguir viagem. Às 20h partimos para Los Antiguos.

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2 comentários em “El Chaltén”

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